02/04/2011

Bondade demais pode esconder problemas de autoestima

Você não precisa ser um anjo para ser uma boa pessoa. Dizer não também é necessário

Estar sempre disponível, ser muito solícito e conhecido como bonzinho pode ser ótimo para os beneficiados de tanta generosidade, mas e para si mesmo? Esse comportamento pode esconder o medo intenso de desagradar o outro. “É do desejo de contentar todo mundo que nascem as decepções com a família, com os amigos, companheiros ou colegas de trabalho”, avisa a consultora em desenvolvimento humano e terapeuta holística Eliana Barbosa, de São Paulo. 


Sempre pronta para ajudar, a professora Ana Paula Guaraci, de 31 anos, é tida como o anjo da guarda do bairro paulistano onde mora. Auxilia crianças com deveres de casa, dá carona para quem precisa, acompanha vizinhos idosos a consultas médicas... Isso faz dela muito conhecida e querida. No entanto, ultimamente, ela não está muito feliz com isso.

“Eu gosto de ajudar, mas detesto me sentir usada. E isso já me aconteceu duas vezes, ao emprestar dinheiro e não recebê-lo de volta no prazo combinado”, lamenta. “Acho que muita gente não está acostumada com a bondade e acaba abusando. Tenho dificuldade em recusar um pedido, mas, sinceramente, cansei de abrir mão de algumas coisas em nome do próximo.”

Assim como Ana Paula, é comum encontrar pessoas que se sintam sufocadas diante das demandas alheias. A sensação é ainda pior quando não há uma troca (que seja um elogio, um gesto de carinho ou uma retribuição, quando necessária) e percebem que a própria vida está sendo negligenciada pela preocupação excessiva com os problemas alheios.

A psicóloga cognitivo-comportamental Mara Lúcia Madureira, de Rio Preto (SP), destaca que as pessoas solícitas ao extremo talvez ajam assim por temerem críticas e reprovações. “O papel de bonzinho é uma estratégia inconsciente para aliviar sentimentos negativos, resultantes da crença pessoal de que são pessoas más, indignas ou incapazes”, completa.



Embora existam homens com tal perfil, esse tipo de comportamento é mais comum nas mulheres, por questões culturais. “Desde a infância, as mulheres são treinadas para serem certinhas, boazinhas, bonitinhas. Precisam agradar todo mundo. Isso fica tão arraigado no inconsciente feminino que, na vida adulta, cada não que as mulheres dizem vem carregado de uma inexplicável culpa”, afirma Eliana.
De modo geral, a origem desse comportamento vem da infância. “A criança aprende que, se não for boazinha, ninguém irá gostar dela e não irá para o céu. Os conceitos são assimilados como verdades incontestáveis, integrados ao medo e gravados na memória”, diz Mara Lúcia. “Para evitar o temor de não ser amada ou de arder no inferno, a criança se comporta de acordo com as expectativas dos adultos, sendo, então, gratificada ou poupada de castigos”,completa a psicóloga, que afirma que isso se reflete na vida adulta.
Quem se coloca sempre disponível pode, inconscientemente, querer fugir dos próprios problemas, ao assumir os dos outros. “Mas acredito, também, que são pessoas carentes afetivamente, que ficam agradando os outros numa forma inconsciente de serem agradadas. Porém, o que recebem em troca, infelizmente, é a ingratidão, pois, geralmente, as pessoas não dão valor a quem não se valoriza”, salienta Eliana.
Equilibre-se (e diga não!)
Thinkstock
O segredo está em encontrar o equilíbrio. “Ser bom não é defeito. Porém, os bons também dizem não. Quem é bonzinho demais prejudica a si mesmo, pois muitas vezes acaba ajudando pessoas que não merecem ou que abusam”, opina Silmar Coelho, doutor em psicologia e liderança pela Universidade Oral Roberts, em Tulsa (EUA). “Ainda assim, é melhor ser bom do que se fechar para as pessoas. Mas com equilíbrio”, reitera.
Para a psicóloga Luiza Ricotta, de São Paulo, a insatisfação nos relacionamentos ocorre se há um desnível entre um e outro; quando a pessoa dá mais do que recebe. “Sendo assim, o vínculo não é saudável e alguém se sente usado. As pessoas precisam ser felizes nos relacionamentos! Não há porque manter relações desniveladas”, afirma a psicóloga. Vencer o medo de dizer não, de fato, é uma tarefa difícil –mas possível. Veja alguns passos para isso:
1. Compreenda que o medo foi instalado na infância, quando você não dispunha de condições para questionar a veracidade das ameaças. As ameaças eram meras estratégias de controle dos pais
2. Críticas não representam perigos reais. São apenas opiniões. Encare-as de uma maneira mais leve, sem se preocupar tanto
3. Todo mundo tem o direito de pedir o que quiser, entendendo que o outro tem o direito de decidir se o atende ou não. Portanto, você não tem obrigação de atender
4. Você tem o direito de dizer não sem sentir culpa
5. Não transforme a passividade em agressividade. O que lhe trará equilíbrio e respeito é a assertividade. Diga não, mas com elegância
6. Compreenda que ninguém ama, respeita ou admira pessoas boazinhas ao extremo. Ao contrário: as exploram, abusam e sentem pena

Fonte: Uol - Heloisa Noronha

27/03/2011

Organize suas finanças

Organizar as finanças pode ajudar o consumidor a se livrar das dívidas e fugir da inadimplência. Cerca de 74% dos internautas que responderam à enquete do Idec estão endividados. Algumas dicas podem ajudar a evitar que se entre "no vermelho". Enquete realizada pelo Idec entre fevereiro e março deste ano apontou que mais de 74% dos consumidores estão endividados, contra somente 26% dos internautas declarando não possuir dívidas. É importante lembrar que estar "endividado" é diferente de estar "inadimplente ou, como se diz popularmente, "no vermelho". Porém, dos endividados, mais da metade (38,5%) disseram que possivelmente terão dificuldades para quitar seus débitos nos próximos meses - o que significa um grande risco de caírem nas estatísticas de inadimplência. Os outros 35,5% têm dívidas, mas acreditam que conseguirão pagar tudo dentro do prazo. Economizar e planejar são as palavras de ordem, tanto para quem deseja fugir das dívidas quanto para quem quer quitar seus débitos. Não é necessário ser radical, mas é preciso mais atenção com o orçamento doméstico. A primeira etapa começa no planejamento: é preciso fazer uma análise das despesas. Procure verificar e anotar cada gasto do mês. Nessa etapa, a planilha elaborada do Idec pode ajudar. Contabilizar os gastos é importante pois é nesse momento que o consumidor percebe quais são as despesas desnecessárias. Isso implica numa maior consciência do consumidor. Se você está endividado, comece a cortar do orçamento os gastos supérfluos (que você descobriu quais são ao preencher a planilha) e guarde o dinheiro que sobrar para pagar as dívidas. É essencial também que o consumidor comece a economizar. Ao contrário do que parece, poupar dinheiro não é tão difícil. Mudar alguns hábitos pode ajudar a guardar pequenas quantias de dinheiro que juntas podem ser a solução para quitar o débito ou ainda adquirir algum bem. Use as dicas abaixo para fazer o "check-list" da organização de suas finanças:
· Procure realizar as compras a vista, evitando parcelamentos;
· Pesquise preços e peça descontos - especialmente ao comprar à vista;
· Caso o parcelamento seja inevitável, pesquise as menores taxas de juros;
· Evite gastos desnecessários;
· Priorize o pagamento dos débitos que incidem juros mais altos - como o cheque especial e o cartão de crédito;
· Não contraia novas dívidas;
· Organize seu orçamento doméstico;
· Gaste somente 90% do que você ganha - o resto guarde. 

Fonte: Idec

12/03/2011

Caipirinha de Cerveja

Ingredientes:
-cerveja
-limão galego
-açúcar
-gelo picado
-copo alto
-espremedor de caipirinha

Modo de Fazer:
Tire as extremidades do limão, corte-o em 4 e retire a pele branca do miolo.
Coloque em copo alto, esprema com açúcar até ficar bem misturado.
Coloque gelo picado e a cerveja bem gelada devagar, pois ela vai subir.
Depois é só saborear este drink refrescante.

08/03/2011

Kibe Assado de Frango


Ingredientes Massa:
-1 peito de frango cozido
-250g de farinha de trigo para kibe
-2 galhos de hortelã               
-1 ramo de salsinha
-2 dentes de alho                   
-1 cebola grande
-1 colher de margarina         
-sal a gosto
-pimenta


Ingredientes Recheio:
-200g de azeitonas verdes   
-100g de requeijao
-150 g de mussarela ralada  
-2 tomates sem pele e sem semente
-orégano a gosto

Massa:
Deixe o trigo de kibe de molho em um recipiente por 20 minutos.
Corte o peito de frango cozido em cubos e bata todos os ingredientes no liquidificador até obter uma massa homogênea.
Acrescente o trigo de kibe, abra a metade da massa em um refratário untado, rechei e cubra com o restante.
Regue com azeite a gosto e asse em forno pré-aquecido a 200ºC por 40 minutos

Recheio:
Misture as azeitonas, os queijos e recheie o quibe,
por cima salpique os tomates bem picadinhos e o orégano.

16/02/2011

Cheese Salada de Microondas


Ingredientes
400g de coxão duro moído
1 pão francês amanhecido umedecido
1/2 xícara (chá) de leite
1 cebola pequena ralada
1 dente de alho picado
2 colheres (sopa) de salsinha picada
1/2 colher (sopa) de sal
4 colheres (sopa) de molho de soja (shoyu)
2 colheres (sopa) de azeite
8 fatias de queijo prato
4 pães de hambúrguer
8 folhas de alface
4 fatias de tomate
4 colheres (sopa) de maionese
Modo de Preparo
Em uma tigela, misture a carne, o pão francês umedecido com o leite, escorrido e espremido, a cebola, o alho, a salsinha e o sal. Divida a mistura em quatro partes e modele os hambúrgueres. Coloque em um refratário, regue com o molho de soja e o azeite. Leve ao micro-ondas em, potência alta, por 15 minutos, virando na metade do tempo. Espere 5 minutos, cubra cada hambúrguer com duas fatias de queijo e leve novamente ao micro-ondas por mais 1 minuto. Monte os lanches com os pães, o hambúrguer com queijo, as folhas de alface, o tomate e a maionese. Sirva a seguir

21/01/2011

Sukiyaki ou Sukiaki

O prato Sukiyaki tem origem camponesa e datada na era medieval japonesa. Minha amiga Mari que ensinou como fazer e usamos uma panela grill quadrada da Fun Kitchen com tampa de vidro.

A palavra Sukiyaki é uma palavra composta onde Suki significa rastelo e Yaki significa assar, deste modo, sukiyaki significa assar com rastelo.

A origem deste prato, hoje sofisticado e tradicional, teve início com os camponeses assando batatas-doces diretamente no fogo com o auxílio do rastelo japonês que com seu formato peculiar facilitava este processo de cocção, facilitando a vida dos camponeses evitando que eles tivessem que levar utensílios de cozinha mais pesados.

Com o passar do tempo eles passaram a assar outros legumes e foram agregando mais ingredientes e molhos, já utilizando panelas de ferro em datas festivas onde todos os comensais se serviam da mesma panela. Assim o sukiyaki ganhou um valor espiritual típico do japonês que é o de reafirmar os laços familiares, afetivos e de amizade através da mesa, resguardando sua cultura e tradição.

Ingredientes

  • 30g de manteiga sem sal
  • 400g de filé mignon fateado finamente
  • 6 folhas de acelga
  • 250g de moyashi ( brotos de feijão)
  • 1 unidade de cebola média
  • ½ maço de naga negui (cebolinha grossa,cebolão, cebolinha branca)
  • 4 unidades de cogumelos Shiitake grande
  • 250g de itoh konhaku ( macarrão de batata)
  • 250g de tofu ( queijo de soja)
  • outras opções: hakusai, couve-flor, udon, brócolis.

Dashi (molho)

  • 100 ml de shoyu ( molho de soja)
  • 50ml de sake comum
  • 50ml de mirim ( sake doce)
  • 15g de açúcar

Porção para 4 pessoas
Sukiaki do Restaurante Japones Sushi-Kiyo

Modo de preparo

Lave bem as folhas de acelga e corte-as em cubos ( retângulos), lave os talos da cebolinha grossa e corte-as em pequenos talos de 5 cm em diagonal, retire os talos do cogumelo shiitake, corte em cubos de 5 cm o queijo de soja.

Retire o macarrão de batata do pacote e cuidadosamente esprema-os com as mãos de modo que, saia o máximo do soro que envolve o macarrão.

Aqueça a panela e derreta a manteiga, em seguida refogue levemente a carne sem deixar dourar.

Em seguida coloque as folhas de acelga cortadas em cubos ( retângulos), a cebola cortadas em meia rodelas de 1 cm de espessura, os cogumelos shiitake sem os talos e as cebolinhas cortadas em bastonettes de 5 cm de comprimento em diagonal e o tofu cortado em cubos.

Misture todos os ingredientes do molho e vá adicionando ao sukiyaki. Em seguida acrescente o macarrão de batata.

Certifique-se de que todos os ingredientes estão dispostos de forma artística e tampe a panela após 8 minutos retire a tampa e acrescente o broto de feijão.

Deixe cozinhar por 2 minutos e estará pronto para servir.

Observação: 
A medida que o molho for secando da panela vá acrescentando aos poucos mais molho.

09/01/2011

Ética Cotidiana


Todos os dias, no noticiário, lêem-se denúncias de corrupção e atos criminosos por parte de políticos e governantes. Essa situação torna desculpáveis as pequenas transgressões que os cidadãos cometem no dia-a-dia?
De forma nenhuma. É execrável que figuras públicas ou eleitas pelo voto popular não sejam nem a sombra do exemplo ético e moral que se espera que elas sejam. O fato de haver criminosos ou suspeitos em altos postos da hierarquia política só aumenta a responsabilidade pessoal dos cidadãos de bem.  


Pedir ao avô ou a uma amiga grávida que compre ingressos na fila preferencial é passar os outros para trás?
Sim. O avô ou a amiga grávida, a seu pedido, estará aumentando o número de pessoas em uma fila que, de outro modo, seria menor.

  
Pagar a alguém para ficar na fila no seu lugar ou pedir esse favor a um amigo prejudica os demais?
Não prejudica. O que conta em uma fila é o número de pessoas que estão nela. A troca de uma pessoa por outra não altera o resultado final do incômodo.


Consumir produtos importados de países que comprovadamente usam mão-de-obra escrava equivale a aprovar essa prática?
Pior do que isso. Equivale a financiar essa prática. Evitar esses produtos é a coisa certa a fazer – mesmo que isso não sirva para punir economicamente o explorador –, pois outras pessoas vão continuar a comprá-los.  



Um motorista profissional que precisa da carteira de habilitação para sobreviver e alimentar mulher e filhos recebe uma multa que implica a perda do direito de dirigir. É ético ele pedir à mulher que assuma a responsabilidade pela multa?
Eis um dilema. Mas a resposta é não. O acúmulo de multas, assumindo que os guardas de trânsito agiram corretamente, mostra que ele não é um motorista responsável. Portanto, do ponto de vista do bem comum, o certo é impedi-lo de dirigir. O ideal seria que, nesses casos, o Estado tivesse mecanismos de amparo à família do motorista e oferecesse um curso de reeducação para o trânsito no prazo máximo de uma semana após a perda da habilitação.



Uma gravadora anuncia que não tem planos para lançar no Brasil determinado DVD. Esse mesmo DVD é vendido em cópias piratas. Nesse caso, é ético recorrer ao mercado negro?
É quase irresistível, mas a resposta é não. Comprar o DVD em questão estimula a pirataria, atividade que concentra renda nas mãos de bandidos, destrói empregos formais e empobrece as pessoas honestas.  



Os brasileiros trabalham quatro meses por ano para pagar impostos que serão desperdiçados por gestores incompetentes ou vão parar, em parte, no bolso de corruptos. Portanto, obter um desconto no consultório médico aceitando a proposta de pagar "sem recibo" é não apenas uma vantagem pessoal, mas também vingança contra o governo. Certo?
Certamente é as duas coisas. Mas é também um claro atentado à ética. Não se combate a corrupção com corrupção. A maneira de protestar contra governos que gastam demais e políticos desonestos é nas urnas. Pode demorar e ser pouco eficiente, mas é assim que se constrói um país.  



Mas o valor que se paga em impostos não é devolvido na forma de benefícios. Não é realmente legítimo buscar atalhos para diminuir a carga tributária pessoal?
Não, porque o Estado vai obstinadamente buscar a quantia de que precisa para pagar o serviço de sua dívida e financiar seu funcionamento. Portanto, quem paga menos vai sobrecarregar quem paga corretamente. Vai penalizar a vítima e não o culpado, o Estado. Procurar atalhos legais para diminuir o valor do imposto a pagar é correto.



Registrar um imóvel por um valor mais baixo para escapar dos impostos é prática corriqueira no Brasil. Isso é aceitável?
O certo é pagar os impostos pelo valor exato da transação. Proteste nas urnas escolhendo candidatos com planos viáveis de baixar tributos. Organize passeatas contra os impostos altos, junte-se a grupos que já protestam.

   
Avançar o sinal vermelho à noite, quando quase não há movimento, aumenta a segurança contra assaltos. Isso é correto?
Sim. Como lembra Ubirajara Calmon Carvalho, professor de filosofia da Universidade de Brasília, "as regras foram feitas para o ser humano, e não o contrário". Nesse caso específico, fica a critério do motorista proceder da maneira mais segura para ele e para os outros.  



É certo avançar na faixa mesmo quando não há pedestres passando?
De dia, não. De madrugada, diminua a marcha, observe com cuidado redobrado e atravesse.  



Usar o telefone da empresa para interurbanos particulares é uma maneira de economizar. Mas isso é aceitável?
Isso é furto. Equivale a abrir o cofre da empresa e enfiar a mão em um maço de dinheiro. Salário baixo, mesquinhez patronal ou más condições de trabalho não justificam esses pequenos expedientes.  



É melhor ter meninos malabaristas, engolidores de fogo e vendedores de balas nos cruzamentos das grandes cidades do que tê-los assaltando, certo?
Não. As duas coisas não são excludentes. O mais útil para a sociedade é que os meninos e meninas estejam na escola estudando, sendo alimentados e orientados. Mas a caridade individual não deve ser regulada por uma ética coletiva. Ela pertence àquela região interior em que manda a convicção pessoal.  



Quem consome drogas ocasionalmente está ajudando o crime organizado e financiando, sem querer ou saber, latrocínios, seqüestros e chacinas?
Sim. Sem o dinheiro dos consumidores, o tráfico de drogas desapareceria. O "ocasionalmente" não torna o consumo mais aceitável. É o mesmo que aceitar que uma pessoa cometa no máximo dois ou três assassinatos por ano.  



"Eu apanhei dos meus pais e me tornei um adulto psicologicamente normal, um bom marido e um profissional correto. Isso me diz tudo o que preciso saber sobre dar umas palmadas nos meus próprios filhos." Certo?
Não. Castigos físicos deseducam.  



Um amigo relapso, de péssimo desempenho escolar e vida desregrada contava a todos que conseguira um emprego exagerando suas qualidades no curriculum vitae. Desde que começou a trabalhar, ele se endireitou e hoje pede a todos que não contem a seu patrão o "deslize" inicial da carreira. É certo ajudar o amigo a esconder o embuste?
Não, mas, se o sujeito se endireitou, deixa pra lá.  



Na dúvida sobre quem roubou uma prova, o professor decide punir igualmente toda a classe. Para a maioria, a punição terá efeitos superficiais. Para dois alunos pobres, porém, ela significará a perda da bolsa de estudos e a expulsão do colégio. O professor deveria relevar o erro coletivo para salvar os dois alunos pobres?
Sim. Injusto é permitir que um mesmo erro ou suspeita produza punições tão díspares, atingindo violentamente alguns, enquanto outros se safam com apenas uma admoestação.



Um colega de classe invariavelmente leva "cola" em dias de prova. O correto é delatá-lo?
Não. Na cultura brasileira delatar é pior do que colar.  


Permitir que filhos adolescentes procedam de maneira errada na escola e em sociedade sob a desculpa de que eles – os pais – também fizeram suas bagunças é certo?
É cômodo, mas não é certo. O aprendizado se faz com base nas experiências, boas ou ruins, de gerações passadas. "Sorte dos filhos cujos pais aprenderam com os erros da adolescência", diz o filósofo Alípio Casali, da PUC de São Paulo.  


Os ativistas de defesa dos animais jogam tinta nos casacos de pele das pessoas no Hemisfério Norte. Isso é correto?
Não. Essas agressões não inibem a matança de animais. O mais eficiente é mostrar imagens de filhotinhos submetidos a sofrimentos indizíveis.


Estacionar em fila dupla é proibido, mas dar uma paradinha rápida para comprar um remédio ou entregar uma encomenda é um delito menor, não?
A parada só é rápida para quem parou. Para as outras pessoas, dependendo da pressa, essa manobra pode significar um incômodo gigantesco.


Uma das professoras da pré-escola decidiu contar a um menino que Papai Noel não existe. A justificativa dela foi que os coleguinhas já não acreditavam e faziam troça dele. Ela agiu corretamente?
Não. A escola ensina, os pais educam. Caberia à professora alertar os pais para a situação incômoda do filho.


Um médico propõe dar dois recibos com datas diferentes de modo que o valor de cada um fique dentro da quantia coberta pelo seguro-saúde. Assim, o paciente conseguirá ser reembolsado pelo valor total da consulta. É errado aceitar a oferta?
Sim. Os custos dos planos médicos particulares são calculados sobre toda a sua base de clientes. Com sua economia, você acabará tornando as mensalidades mais altas para quem age de acordo com as regras.  
Uma pessoa tem certeza de que tolera muito bem a bebida e se sente apta a dirigir mesmo depois de tomar três doses de uísque. A lei não deveria prever esses casos?
Não. O limite alcoólico estabelecido em lei é aquele a partir do qual a maioria dos seres humanos tem sua capacidade de julgamento comprometida. Deixar esse limite ser estabelecido caso a caso não funciona.  


Você acredita que um amigo de seu filho adolescente é uma má influência. Não transmitir os recados que esse amigo deixa com a intenção de proteger seu filho é uma boa idéia?
Não. Além de ser uma tática pouco eficaz, ela tem uma dose de desonestidade e tira do jovem um direito que é dele – o de escolher seu grupo. É melhor expor suas dúvidas e conversar a respeito, para que ele possa, quem sabe, repensar as amizades.


Um professor de tênis sabe que seu pupilo não tem potencial para ser um bom jogador. Ano após ano ele continua cobrando as aulas do garoto. O correto é dizer a verdade, perder o aluno e o dinheiro das aulas?
Depende. Se a criança tem a ilusão de que se tornará tenista profissional, sim, é obrigação dele ser claro a respeito de seu julgamento. Se o aluno só quer se divertir, o professor pode continuar dando as aulas.

  
Anular o voto na próxima eleição em protesto pela má conduta dos políticos é um procedimento correto?
Pode não funcionar como protesto, mas anular o voto não fere a consciência individual de ninguém. O americano Alasdair MacIntyre, autoridade em filosofia moral, defendeu o voto nulo na última eleição americana: "Quando nos é oferecida a opção entre duas alternativas políticas intoleráveis, é importante não escolher nenhuma".  


Alguém ouve música em alto volume, mas ainda dentro do limite legal de decibéis para aquela região. O vizinho reclama. Quem tem razão?
Ao contrário do limite alcoólico, o grau de incômodo sonoro deve, sim, ser regulado caso a caso. Quem reclama deve ter suas razões (um bebê recém-nascido em casa, por exemplo).  
Recorrer a despachantes para apressar o andamento de documentos é ético?
Esse é um caso em que se está em um limite nebuloso da lei e da ética. A atividade de despachante é legal, mas esses profissionais freqüentemente recorrem a propinas e "jeitinhos" que alimentam a máquina da corrupção.  


Um casal de amigos adotou uma criança e não pretende revelar que ela não é filho natural. Você sabe que essa omissão pode prejudicar a criança mais tarde. É certo contar a ela sua real situação familiar?
Não. O adotado que descobre a verdade acidentalmente ou por outras pessoas sofre mais do que aquele que recebe a notícia dos pais. O mais correto é convencer o casal de amigos a dizer a verdade quando e como eles quiserem.


Quando a estrada está vazia e não há radar à vista, ultrapassar o limite de velocidade não traz maiores conseqüências, correto?
O limite de velocidade é imposto justamente para evitar acidentes em circunstâncias imprevistas. Além disso, o desrespeito à lei é desrespeito mesmo quando não há ninguém olhando.  


O.k., mas circular no próprio bairro em dias que o rodízio proíbe não coloca ninguém em risco...
Certo, mas a lei é feita para todos e, se todos seguirem essa mesma lógica, o rodízio perderá sua eficácia. Se o rodízio for para conter a poluição, sair de carro é ainda mais errado.  


É certo usar uma foto em que você nem parece ter barriga para se propagandear em um site de paquera na internet?
Pela etiqueta da internet, isso não é certo nem errado. É quase uma obrigação. Como 99% das conversas on-line não passam da fase virtual, não há problema algum em se mostrar virtualmente diferente.


Alguns religiosos americanos dizem que, se Jesus vivesse entre os mortais hoje, jamais dirigiria um utilitário, pois esses carros consomem muito combustível e, por isso, prejudicam todo mundo. É correto ter um carro grande para uso individual?
É permitido pela lei. Pode ser ecologicamente incorreto, mas ninguém deve se sentir mal por isso.  


Um médico tem na mesa de cirurgia uma criança que só pode ser salva com uma transfusão de sangue. Os pais proíbem a intervenção sob o argumento de que isso vai contra a religião deles. O médico deve fazer a transfusão de sangue e salvar a criança?
Em uma emergência, sim. Ele seria protegido pela lei e pela ética médica. Havendo tempo, deve procurar o amparo legal de um juiz.  


Um pássaro de comercialização ilegal está exposto em uma feira de animais em condições de evidentes maus-tratos. É correto desrespeitar a lei, comprar o pássaro e dar-lhe uma vida melhor?
Não. Da mesma forma que com o tráfico de drogas, é o fato de haver consumidores que alimenta o tráfico cruel de animais silvestres. Sem compradores, ele deixa de existir. O melhor é fazer uma denúncia à polícia.  


Se a maioria dos vizinhos se cotiza para pagar um guarda-noturno para o quarteirão, é justo que um morador se recuse a contribuir?
Não. Mesmo que alegue não fazer questão do serviço, ele se beneficiará dele.


O carro sofreu batidas fortes, mas foi totalmente recuperado e parece em ótimo estado. Ao vendê-lo, é honesto não dar todos os detalhes sobre a gravidade das batidas?
Não. Omitir esse tipo de informação é inaceitável do ponto de vista ético. Além disso, agindo assim, o antigo proprietário se torna juridicamente acionável em caso de danos futuros conseqüentes das avarias não relatadas ao comprador.

  
Vejo que muitos motoristas jogam o toco de cigarro pela janela, em vez de apagá-lo no cinzeiro do carro. Isso é aceitável?
Não. Você jogaria uma bituca no chão de sua própria casa? Pois então não existe desculpa para sujar o chão dos espaços públicos, que são a casa de todos.

Carne Louca

Todo mundo tem a sua receitinha de carne louca, mas basicamente o que muda, são os ingredientes para o molho em que ela vai ser regada e ficar curtindo pra pegar bem o sabor.

Eu gosto de preparar carne louca, porque é deliciosa, é muito fácil de fazer, e vai muito bem com aquele pão quentinho na hora do lanche ou quando pinta uma visita inesperada.Não tem quem não goste.

O bacana desta carne, é que ela permite variações de ingredientes, ou seja, você coloca aqueles que tem à mão ou inventa uma nova combinação. Puro feeling...

A carne louca pode ser feita desfiada ou cortada em fatias bem finas e quando pega bem os temperos... hum... sai de perto, coisa de louco!



Na panela de pressão dourei uma peça de lagarto redondo (uns 2 quilos, limpei e tirei o excesso de gordura)  com 2 colheres (sopa) de óleo.

Juntei 2 cebolas em rodelas e 3 dentes de alho picados + folhas de louro + salsão + salsa picada + pimenta-do-reino + 2 tabletes de caldo de carne dissolvidos em 1 1/2 litros de água morna (ou até cobrir). Tampei e depois que pegou a pressão, deixei cozinhar por 1 hora.

Depois desse tempo, a carne ficou macia. Então guardei a carne e o caldo da panela na geladeira em recipientes separados.

No outro dia, fatiei a carne finamente e retirei a gordura que se formou em cima do caldo com uma colher, descartando-a. Reservei.

Molho:

2 xícaras do caldo do cozimento da carne
1/2 xícara (chá) de azeite
cebola picada a gosto
alho picado a gosto
pimentão em tiras ou picadinho (verde, amarelo, vermelho...fique à vontade!)
1/4 xícara (chá) de vinagre balsâmico
1/2 xícara (chá) de molho shoyo
alcaparras a gosto
azeitonas pretas fatiadas
tomate seco picadinho ou tomates sem sementes
sal a gosto

Misturei tudo e coloquei num refratário, alternando fatias de carne e de molho.
Levei para gelar.


OUTRA RECEITA 
Ingredientes: 1 peça de lagarto de aproximadamente 1,5 kg, 4 cebolas em fatias finas, 2 dentes de alho amassados com 1 colher (sopa) de sal, 2 xícaras de vinho branco seco, 1 e 1/4 de xícara de azeite de oliva, 1 folha de louro, 2 pimentões (1 verde e 1 vermelho) em rodelas finas, 1/2 xícara de salsinha picada, 1 xícara de azeitonas verdes em lascas, azeite de oliva, sal e pimenta-do-reino
 Preparo: regue o fundo de uma panela de pressão com azeite, aqueça, junte o lagarto e deixe dourar de todos os lados. Junte 1/4 da cebola, o alho, a pimenta-do-reino, o louro, o vinho branco e complete com água o bastante para cobrir a carne. Tampe a panela, abaixe o fogo assim que começar a apitar e cozinhe por aproximadamente 1 hora, até que a carne esteja macia, mas não se desmanchando (espete com um garfo para testar). Retire do fogo, abra a panela e transfira a carne para uma travessa de vidro e deixe esfriar. Enquanto isso, volte com a panela ao fogo, junte a cebola restante, os pimentões e mantenha em fogo alto até que a cebola e o pimentão estejam macios e o líquido quase seque. Então, retire do fogo, ajuste o sal e a pimenta e deixe esfriar. Separe uma travessa grande, corte o lagarto em fatias bem finas e monte a carne louca alternando camadas da carne, do molho e das azeitonas (se achar que o molho ficou muito seco, regue tudo com um fio de azeite e com mais ou menos 1/4 de xícara de vinagre de vinho branco). Cubra com filme plástico e leve à geladeira por pelo menos 24 horas antes de servir (mas a carne se conserva muito bem na geladeira por até uns três dias). Sirva com pão.
Tempo: 2 horas (mais pelo menos 24 horas para esfriar e repousar na geladeira)

08/01/2011

Delícia de Goiaba

Tipo de Culinária: Culinária Popular
Categoria: Doces
Subcategorias: Mousses e Pudins
Rendimento: 15 porções

Ingredientes
2 lata(s) de creme de leite Mococa 
1 lata(s) de leite condensado Mococa 
1 lata(s) de leite
1 lata(s) de goiaba em calda
Modo de preparo

Passe no liquidificador o creme de leite, o leite condensado e o leite.
Corte a poupa da goiaba em cubos. Coloque a goiaba cortada em uma tigela funda e jogue a mistura em cima. Leve ao freezer por 6 horas.
Observação: A medida do leite, é a mesma medida do leite condensado.

Fonte: Cybercook

07/01/2011

Saldo de Pré-Pago Claro

Os números para consulta de saldos de créditos da Claro Pré-Pago são *544# e *545#. Basta digitar um destes números, fazer a chamada que não tem custo e irá enviar uma solicitação pela rede que será respondida com uma mensagem também de rede (não via SMS). Abuse e use desta dica.